Olá!
Este é um espaço livre para todas as pessoas que acreditam no Atendimento Educacional Especializado como uma nova proposta para a Inclusão de pessoas com deficiência.
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Então...
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

MAS..., COMO É QUE EU FALO COM ELE ?????

Esta é a  pergunta silenciosa que fazem os familiares, professores, conhecidos e vizinhos de pessoas com distúrbios graves de comunicação. Esta normalmente vem acompanhada de outra pergunta silenciosa: O que é que ele tem ???
Este artigo pretende responder a primeira e dizer que pouco importa  as várias respostas que a segunda pergunta possa ter: Perda auditiva profunda, autismo, deficiência mental, Paralisia Cerebral, Síndrome de Down, atraso na aquisição ou desenvolvimento da linguagem, afasia (perda ou distúrbio da linguagem falada após acidente vascular cerebral) entre outros.
A forma de falar com estas pessoas é simplesmente a mesma que se fala com qualquer outra, pois elas tem um distúrbio de comunicação, Você não! Logo você deve ser o melhor comunicador que puder ou seja falar o mais claramente e ouvir  ou ver o mais sinceramente possível. Pois a comunicação vai muito além das palavras: ela se faz por gestos, ruídos, expressões faciais ou com o próprio silêncio.
As palavras sinceras e cordiais dirigidas ao indivíduo incapacitado de usar o canal da fala podem ter o efeito semelhante ao de receber flores sem estar esperando. Palavras também podem ferir como pedras: como você se sentiria se de repente passassem a falar de você como se não estivesse presente? Se reclamassem de seu comportamento, estado ou limitação para os outros, mas nunca conversassem a respeito com você mesmo?
Na surdez profunda o indivíduo adquire a capacidade de ler os lábios do falante e principalmente suas expressões faciais, logo, se puder enfatisá-las isto o ajudará. Porém, não é necessário gritar ao falar com o deficiente auditivo mas sim caprichar na articulação das palavras.
Em alguns tipos de Afasia a compreensão da linguagem pode estar comprometida (depende da área cerebral lesada) e será necessário a ajuda de um profissional para avaliar o grau deste comprometimento, e fazer adaptações na forma ou recurso de comunicação com o paciente. Nas Afasias em que apenas a  expressão está comprometida devemos continuar falando com o paciente da mesma forma que falávamos antes do AVC. Não usar uma fala infantilizada nem falar da sua condição com terceiros como se ele não estivesse presente.
Com Autistas, síndrome de Donw, Deficiências mentais ou físicas como a Paralisia Cerebral “você deve ser o mesmo comunicador que é com as demais pessoas”. A resposta pode não ser a que você deseja ou espera, mas com toda a certeza será a que a pessoa pode lhe dar naquele momento.
No autismo há limitações variadas da compreensão de metáforas; mas não vamos excluir as mesmas da comunicação com o indivíduo autista, pois ele viverá num mundo repleto de metáforas. Ele deve caminhar na direção de uma comunicação o mais efetiva possível com “o mundo”, uma vez que “o mundo” não fará o contrário!
Se você é pai, mãe, familiar, vizinho, ou conhecido de alguém “especial” que tem uma dificuldade ou limitação de fala, não confunda isto com ausência da capacidade de se comunicar. E saiba que suas palavras podem ter o efeito de um bouquet de rosas naturais, de flores de plástico ou até de pedras, depende da energia e verdade que elas carregam.
Neste aspecto, todos nós podemos ser melhores comunicadores!

CRISTINA SANTANA.

ABAIXO O PREFERENCIALMENTE DA META 4 DO PNE



PARA QUE AS CRIANÇAS COM E SEM DEFICIÊNCIA POSSAM CONVIVER JUNTAS NA ESCOLA REGULAR SEM RESTRIÇÕES.
Olá, pessoal! 
Para quem não compreendeu direito, a palavra preferencialmente da Meta 4, do abaixo assinado, abre precedentes para que o AEE seja oferecido em escolas especiais. Assim, a educação das pessoas com deficiência permanecerá atrelada a esta modalidade de ensino, o que considero retrocesso ao caminhar que esta sendo construído. Cada sistema de ensino deve se responsabilizar pelo Atendimento Educacional Especializado dos seus alunos.
Era uma vez uma aldeia, onde cada macaco vivia no seu galho. Todos os macacos pulam de galho em galho, é da sua índole. Mas macacos não devem se esquecer de cuidar do que é seu. Sim, porque cada um necessita sentir-se bem num lugar que seja só seu!
Numa tarde ensolarada passou pela aldeia um bando de maritacas que assanhou os macacos. Como eles estavam muito entediados gostaram daquela algazarra. Sempre que as maritacas passavam cantando todos os macacos dançavam, pulavam, pipocavam!
            O tempo foi passando e isto se tornou uma tradição, um paradigma entre os macacos. E o costume foi sendo passado de geração a geração durante anos.
Um dia um macaquinho esperto resolveu perguntar:
           _ Por que às três da tarde todos os macacos dançam?
 E o mais velho respondeu:
           _ Porque as maritacas passam.
           _ Mas... Quais maritacas?
E o mais velho:
            _ Não passam mais? Mas elas passavam sempre! Há quanto tempo pararam de passar?
E o mais novo e mais esperto:
            _ Comecei a observar, e desde que cheguei aqui nunca vi maritacas passarem....
E o macaco mais velho:
           _ Então... Por que você também dança?                                             
E o mais novo, começando a reconhecer que não era tão espertinho assim:            
            _ Não sei! Desde que cheguei aqui as coisas acontecem desta maneira! Quando eu não dançava me olhavam de maneira estranha, me empurravam do galho, não dividiam as bananas comigo! Então resolvi entrar na dança!...
O velho macaco ficou um tempo pensativo... Como quem acaba de fazer uma grande descoberta sobre si mesmo. Pensou, pensou, pensou... e apesar de ter sido tocado por dentro, resolveu continuar dançando! Afinal, ele queria continuar ali. Não estava preparado para aquela altura da vida começar a ser original, enfrentando todas as conseqüências que isto acarretaria...
            E quanto aos macacos que decidiram parar, pensar e agir diferente? Foram expulsos da aldeia?
            Não, eles saíram por si mesmos; pois evoluíram e se tornaram homens. Homens? Sim seres constituídos de corpo, mente, espírito e grandes ideais; para os quais dividir bananas e pular de galho em galho tornou-se pequeno demais!... (Cristina Santana)
  

DESPERTE, SINTA, VOE BEM ALTO!
SEJA SEMPRE VOCÊ!